Como ajudar uma pessoa com depressão?
Como ajudar uma pessoa com depressão? Saiba como agir e o que não fazer.
04/05/2016
Ansiedade
Ansiedade: um transtorno que atinge 33% da população mundial
13/05/2016

Síndrome do Pânico explicada por completo: causas, sintomas e tratamentos

Não são poucos os círculos científicos que identificam o estresse como o “mal do século 21”. Mais que um indicativo para desacelerar o pique da rotina, esse tipo de transtorno pode evoluir para um diagnóstico muito mais incômodo: a síndrome do pânico.

Estimativa da Academia Paulista de Psicologia aponta que 4% da população brasileira sofre desse distúrbio, com prevalência em mulheres adolescentes e entre os 35 e 40 anos.

Síndrome do Pânico atinge

+4%

da população brasileira


Em um foco global, a previsão é de que, em algum momento da vida, cerca de 20% da população vai sofrer algum transtorno mental.

A informação, portanto, é fundamental para quem deseja saber mais sobre os sintomas da síndrome do pânico, e as suas causas e consequências.

Confira, a seguir, o que separamos sobre o assunto!

O que é síndrome do pânico?

A síndrome do pânico é um transtorno psico-emocional onde a pessoa sente um desespero inesperado, seguido de um medo desproporcional, ou mesmo medo sem qualquer motivo aparente.

Trata-se de um transtorno de ansiedade muito agressivo, que aflige o corpo, a mente e o emocional das pessoas. E o que é pior: sem aviso prévio.

Crise de ansiedade, preocupação persistente e a sensação de que algo ruim irá acontecer a todo instante. Esses são apenas alguns dos sintomas que tendem a acompanhar uma pessoa com síndrome do pânico.

Com duração estimada entre 10 e 40 minutos, a crise de ansiedade acomete as pessoas sem pedir licença, podendo elas estar no meio do trânsito, em uma reunião ou mesmo em casa, entre amigos ou descansando.

Causas da síndrome do pânico

Síndrome do pânicoAs causas, como mencionamos anteriormente, surgem de um quadro evolutivo de estresse. Mas outros fatores também podem desencadear a síndrome do pânico:

  • Estresse;
  • Genética;
  • Situações extremas de mudança (como enfermidade e morte de alguém próximo e experiências traumáticas);
  • Temperamento forte e com tendência ao estresse.

Considerando a rotina cada vez mais turbulenta, com prazos curtos, expectativas altas e tantos outros fatores externos insalubres, não é exagero dizer que o estresse, quando não tratado adequadamente, pode fazer dessa fobia social uma recorrência indigesta no cotidiano.

CID síndrome do pânico

A sigla CID significa Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde. Ela fornece códigos que nos ajudam a classificar as doenças.

Em geral, as doenças e sintomas são agrupados conforme as suas semelhanças.

CID Síndrome do pânico pertence ao grupo dos Transtornos Fóbicos-Ansiosos.

CID 10 F41.0 – Transtorno de pânico (ansiedade paroxística episódica)

Sintomas da síndrome do pânico

sindrome do panico

Abaixo, listamos alguns dos sintomas que acompanham a crise:

  • Constante sensação de estar em perigo;
  • Dores pelo corpo (abdômen, cabeça e peito);
  • Falta de ar e sensação de estar sufocando;
  • Formigamento de extremos do corpo, como as mãos e os pés;
  • Medo súbito e incontrolável da morte (da própria pessoa e de amigos e familiares);
  • Ondas de calor e náuseas;
  • Taquicardia e frequência cardíaca irregular;
  • Tremores, calafrios e sudorese;
  • Tontura e desmaio

O quadro evolutivo da síndrome do pânico, quando não controlada, pode chegar a outros tipos de problemas e indiretamente relacionados, como o alcoolismo e a depressão crônica.

Como saber se tenho síndrome do pânico?

Caso a ansiedade marque presença no dia a dia, acompanhada de alguns dos sintomas listados, é hora de buscar ajuda médica.

Estudos apontam que, da mesma maneira que a síndrome do pânico ataca mais as mulheres, entre elas estão a maioria das pessoas que busca ajuda (proporção de três mulheres a cada homem) assim que detectado um problema.

Não ter medo de encontrar auxílio em profissionais de saúde é fundamental para que a ansiedade e sua síndrome sejam rapidamente diagnosticadas e tratadas.

Exames físicos, como a coleta de sangue e o eletrocardiograma, são comumente realizados. Mas a avaliação psiquiátrica tem um peso maior no diagnóstico.

Definido o quadro de síndrome do pânico, é hora de iniciar o tratamento para devolver a paz interna e externa do indivíduo.

Síndrome do pânico tem cura?

Sim!

Também chamada de transtorno do pânico, a síndrome deve ser encarada como uma moléstia e, como tal, pode ser tratada e tem cura.

Tratamento para síndrome do pânico

Há medicamentos e tratamentos que ajudam no controle da doença.

No entanto, para que o tratamento seja preciso e eficaz, é necessário esmiuçar as causas que desencadearam a síndrome, em primeiro lugar. Do contrário, os medicamentos apenas servirão para atenuar os sintomas imediatos.

Por isso, outras soluções são amplamente utilizadas, como alguns tipos de terapia:

Tratamento psicoterapêutico

Entender a origem da crise de ansiedade é o principal objetivo dessa terapia, como a Terapia Cognitivo Comportamental (TCC), que também auxilia a pessoa a encarar os medos decorrentes das crises.

Técnicas de Inteligência Emocional

Mais um tipo de terapia focada na origem da síndrome, e menos nos sintomas.

Entre as vantagens dessa alternativa está a disciplina em reconhecer verdadeiras situações de risco e outras atribuídas ao padrão criado pela síndrome do pânico.

Técnicas de meditação

Com uma respiração trabalhada, e exercícios de meditação praticados no dia a dia, é possível conduzir a rotina de volta à normalidade, sem cobranças extras e sobrecargas emocionais, físicas e psicológicas.

Vale, ainda, ressaltar que cada caso deve ser tratado de uma maneira. Por isso, nem todas as terapias eficazes para um indivíduo serão, necessariamente, benéficas para outros.

O acompanhamento médico é crucial, sendo ele um dos grandes responsáveis por dominar a ansiedade e as crises emocionais tão características dessa síndrome.

Como ajudar uma pessoa com síndrome do pânico?

Quem sofre do mal poderá se sentir melhor com a ajuda de um ombro amigo.

Pessoas de confiança ao redor são de suma importância para que a pessoa perceba que não está sozinha.

Antes de tudo, ajude a pessoa a procurar ajuda médica. E posteriormente, pergunte como pode colaborar para identificar as causas da síndrome para que o paciente possa eliminá-las.

Buscando um fim para o “mal do século 21”

Um pouco de estresse, se ignorado, pode ser a ignição para um problema muito maior.

Por isso, dar menos importância ao pique truculento cotidiano, e mais às consequências dele no seu corpo e mente, é a chave para contornar a síndrome do pânico.

Encontrar a ajuda necessária em amigos e familiares também é um passo importante na cura dessa fobia social que pode ter os dias contados assim que deixar de ser tratada como um tabu, e mais como uma verdadeira síndrome que tem tratamento e cura.

Se cuide, e fique em paz!

Alex Carnier
Alex Carnier
Idealizou o saudeinterior.org após experimentar na pele o sofrimento psico-emocional causado por uma depressão, e descobrir que cerca de 20 milhões de brasileiros passam pelo mesmo problema. Acredita que juntos podemos mudar o mundo, transformando um coração de cada vez.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *