Síndrome do Pânico explicada por completo: causas, sintomas e tratamentos
05/05/2016
Sintomas de Ansiedade
12 Sintomas de Ansiedade: será que você é ansioso?
18/05/2016

Ansiedade: um transtorno que atinge 33% da população mundial

Ansiedade

A ansiedade é mais um dessas reações que, de acordo com a ciência, nada mais é do que a agitação do Sistema Nervoso Central frente a uma situação extrema, perigosa ou não.

Se a ansiedade é tão natural à natureza humana, por que é tão impressionante saber que 33% da população do mundo inteiro sofre com ela?

Só no Brasil, 12% da população sofre do distúrbio, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

O sofrimento é porque a ansiedade alçou status de doença, (junto do estresse, a depressão, a síndrome do pânico e outras fobias) galgando o posto de mal do século 21 ao lado de outros transtornos.

O excesso de ansiedade faz mal e, quando ignorados os seus sintomas, pode ser ainda mais prejudicial.

Saiba tudo sobre a ansiedade e descubra como amenizar os sintomas dela no seu dia a dia!

Conhecendo a ansiedade

Sem nenhum romantismo sobre as nossas emoções, a ciência classifica cada uma delas como uma mistura química que, ora nos satisfaz, ora nos amedronta e ora nos deixa impotentes por antecipação. Soa familiar?

Pois os ansiosos de plantão deveriam saber — se já não o sabem — que essa apreensão sintomática é um desequilíbrio que se engatilha a partir do que é incerto, gerando o temor e, ainda, uma reação de defesa do organismo, como se tentasse planejar e implementar uma solução para tal sentimento.

Como se sabe — principalmente quem passa por isso —, a medida pouco resolve, apenas agrava o incômodo inicial.

Em seguida, o organismo entra em um ciclo vicioso: é sentida a apreensão, o corpo contra-ataca, visando aliviar os sintomas em vão, o que nos remete à sensação inicial, só que potencializada.

Quando a ansiedade faz bem?

Nos Estados Unidos, no ano de 1938, o cineasta Orson Welles foi à rádio narrar a ficção A Guerra dos Mundos, na qual se segue uma batalha de sobrevivência da humanidade contra forças alienígenas.

O histerismo que se deu, enquanto Welles lia a ficção na segurança natural de um estúdio fonográfico, foi impensável: ouvintes entraram em pânico coletivo, imaginando que o fim do mundo, de fato, estava próximo.

Explicações e retratações realizadas, o episódio serviu para mostrar o quanto podemos sofrer por antecipação (detalhe: antes da transmissão, os créditos haviam sido devidamente narrados pelo locutor).

No entanto, também mostrou um lado bom da ansiedade: a defesa natural do nosso corpo às afrontas reais — o que nos ajuda a regular a noção de perigo real do dia a dia.

são as reações internas provocadas por ela que nos ajudam a, por exemplo, entender os riscos de entrar em contato com animais venenosos, como aranhas e cobras.

Diante de situações extremas reais, a ansiedade pode ser uma grande aliada para nos movimentar por instinto de sobrevivência. O problema é quando ela chega fora do controle, sem necessidade real para tanto.

Você sabe identificar os principais sintomas da ansiedade?

Sintomas comuns a quem sofre de ansiedade

É inescapável, como um congestionamento em horário do rush: não temos controle sobre as nossas próprias vidas.

Ansiedade

Mas que isso não sirva de motivo para deixar a ansiedade tomar conta de você, mas como um alento.

Se não temos controle, por que insistir em tomá-lo para nós?

Como, por exemplo, fazer com que a fila de carros parados à frente flua livremente se isso está além do seu poder?

A ansiedade é justamente isso: a angústia por antecipar uma resposta, uma situação ou qualquer outro elemento que independa das suas ações.

Nesses casos, é comum experimentar uma série de sensações que podem ou não ter relação direta. São elas:

  • Tensão exagerada, seguida de uma sensação contínua de preocupação;
  • A crença ilógica e inabalável de que algo ruim pode acontecer com você e com aqueles que você preza;
  • Pessimismo incontrolável sobre coisas que ainda não aconteceram e outras sob controle, como o trabalho e as finanças;
  • Ataques de medo e pânico por objetos ou situações específicas;
  • Fobias sociais potencializadas, como se apresentar em público, por exemplo.

Trata-se de um transtorno grave, principalmente quando relegado continuamente a segundo plano.

Saber identificar um ou mais desses sintomas é um importante diagnóstico capaz de levar à etapa seguinte: o tratamento contra a ansiedade.

Tratamentos utilizados contra a ansiedade

Quando a ansiedade de alguém embarca em um quadro clínico, como um verdadeiro transtorno, o tratamento e acompanhamento são fundamentais.

Nesses casos, a prescrição de remédios para controlar o desequilíbrio emocional é recomendada, pois ajuda o indivíduo a recuperar o controle gradativamente, além de dar a ele a possibilidade de enfrentar tais medos com o acompanhamento.

São três os tipos de remédios mais comuns prescritos:

Ansiolíticos

Também conhecidos como tranquilizantes, esses remédios atuam como sensibilizantes de emoções, impedindo-os de excitação extrema.

Mais utilizados para conter os sintomas do que tratar a origem sintomática da ansiedade, os ansiolíticos só podem ser tomados com prescrição, pois, como atuam como verdadeiros analgésicos mentais, podem causar tolerância ou mesmo dependência aos usuários.

Antidepressivos

Nem todos, mas alguns dos antidepressivos possuem eficácia no combate à ansiedade.

Com o uso de antidepressivos, a mente é persuadida, a partir do aumento de energia psíquica, que a pessoa está mais resistente aos sintomas da ansiedade, como a preocupação excessiva.

O antidepressivo também deve ser tomado somente com prescrição médica, apesar de não causar tolerância ao usuário.

Antipsicóticos

Em casos mais graves, no qual a pessoa realmente não se sente no controle de si mesma, o psiquiatra responsável pelo seu atendimento pode prescrever o uso de tranquilizantes mais potentes, conhecidos como antipsicóticos.

Justamente pelo poder forte de suas composições químicas, o uso dele é controlado e somente prescrito pelo médico.

Dicas para diminuir a ansiedade

Para que a ansiedade não atinja picos descontrolados e impeça você de levar uma vida mais tranquila e saudável, é possível se condicionar a atenuar a preocupação agravante causada por esse transtorno.

Entre as dicas que selecionamos, destacamos as seguintes:

Aceite o que não está sob controle

Seguindo o exemplo do congestionamento anteriormente utilizado: se algo foge do seu controle, por que se penalizar por tanto?

Aceite as inevitabilidades da vida e siga para um caminho mais feliz (ainda que congestionado) na sua vida.

Combata os pensamentos negativos

Trata-se de um exercício difícil e contínuo, que é encontrar razão para desmentir os próprios medos.

Não se deixe levar pelo primeiro pensamento negativo e, a cada nova sensação ruim que vir à superfície da mente, rebata-a com um contra-argumento lógico. Com o tempo, você aprenderá a lidar com os medos e seguir adiante com mais confiança.

Relaxe mais

O estresse é outro sintoma capaz de despertar a ansiedade, mas foi deixado para o fim justamente porque ele, também, é um distúrbio controlável, quando está nos primeiros estágios.

Leve a vida menos a sério! Leve-se menos a sério também. Nem tudo precisa ser extremo e, por mais que você acredite que não, o mundo não irá ruir se você deixar uma tarefa para mais tarde, se preocupar-se menos com algo ou se faltar um dia no trabalho para resolver pendências pessoais.

Viva melhor para viver mais

A ansiedade pode começar como uma pequena pulga atrás da orelha, mas pode evoluir rapidamente para um grande elefante branco na sala.

Estar ciente do problema é essencial para que você aprenda a lidar com aquilo que parece fora de controle, mas que de fato está, que são as suas emoções.

Fique bem e em paz!

Alex Carnier
Alex Carnier
Idealizou o saudeinterior.org após experimentar na pele o sofrimento psico-emocional causado por uma depressão, e descobrir que cerca de 20 milhões de brasileiros passam pelo mesmo problema. Acredita que juntos podemos mudar o mundo, transformando um coração de cada vez.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *